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Raymundo Barros, diretor de estratégia e tecnologia da Globo. Foto: João Cotta

 

A Globo e o Google Cloud anunciaram nesta quarta-feira (7/4) uma parceria estratégica que levará as aplicações e dados da emissora para a nuvem pública do Google. Até então, a Globo vinha se apoiando em uma infraestrutura de data center proprietária localizada na zona oeste do Rio de Janeiro, esta será colocava à venda. Trata-se de um marco histórico para a Globo e, segundo Raymundo Barros, diretor de estratégia e tecnologia da companhia, se alinha com as demandas da audiência e acelera a jornada de transformação digital da emissora.

“Nossas operações digitais ganharam uma relevância de volume que nos fez refletir, decidir e pivotar a forma como historicamente a gente suportava os nossos produtos”, disse Barros em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira. O Big Brother Brasil ilustra bem não só o pico de audiência que a Globo vem endereçando desde a edição do ano passado, como também abriu novos precedentes de parcerias comerciais e modelos de negócio que demandam suporte de tecnologia flexível e escalável.

Segundo Barros, a Globo conta com mais de 100 milhões de brasileiros que compartilham informações com o Globo ID, sendo o Globo Pay o carro chefe. “A melhor solução é migrar a estrutura própria para a nuvem pública”, pontuou. “A nuvem pública do Google vai nos oferecer recursos computacionais que miram o crescimento, que tem sido exponencial. O Big Brother deste ano teve 300% a mais de consumo nas plataformas digitais do que no ano passado”, acrescentou Barros. Ao ir para a nuvem, a emissora acaba resolvendo um ajuste sob demanda e crescimento da capacidade, algo que esbarra nas limitações de um data center proprietário.

Framework de inovação

Eduardo Lopez, presidente de Google Cloud para a América Latina, reforça que a parceria também mira a possibilidade de criar novos negócios a partir da tecnologia. Com as plataformas digitais alocadas na nuvem pública do Google, a Globo passa a ter também as capacidades de Analytics e Inteligência Artificial da gigante de tecnologia em tempo real. “Um pilar importante da parceria tem a ver com a inovação e cocriação para impactarmos a indústria e o futuro da mídia”, disse Lopez. Um dos “efeitos colaterais” da parceria busca levar o Globo Play como aplicativo nativo no Android TV. O projeto segue sob desenvolvimento, sem uma data específica ainda para o lançamento.

Braço de streaming da Globo, o Globo Pay tem lugar especialmente cativo na migração do data center local para a nuvem pública. Com as capacidades de Machine Learning e analytics, espera-se tornar a oferta de streaming mais personalizada para os assinantes. Ao mesmo tempo, busca ofertar uma experiência mais integrada e sem fricção entre a TV aberta e a Internet.

Segundo Barros, todas as plataformas e produtos digitais da emissora irão para a nuvem do Google, com exceção da CDN, sigla para Rede de fornecimento de conteúdo. O portal G1 e o Premiere, oferta de esportes, estarão 100% na nuvem. “Alguns canais Globo, passam a operar na nuvem, grande parte dos processos de produção e pós-produção, começam a ser tratados na nuvem. Levaremos o acervo da Globo e algumas produções ao vivo”, detalha Barros.

A jornada de migração deve, segundo Barros, ser concluída em dois anos. O contrato inicial da parceria com o Google está estimado para sete anos. “Esperamos para 2022 que grande parte da nossa operação já esteja na nuvem pública”, finalizou Barros.

FONTE: IT Forum

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