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O LinkedIn acaba de liberar em nível mundial o Service Marketplace, uma função que permite aos usuários divulgar a sua disponibilidade para trabalhos pontuais, carinhosamente conhecidos como freelas.

Pode parecer uma mudança trivial, mas a novidade coloca a rede social corporativa em competição direta com uma série de sites que se especializam justamente na intermediação desse tipo de trabalho.

Até agora a novidade estava funcionando sem muito alarde só nos Estados Unidos, sendo usada por 2 milhões de usuários, uma cifra ínfima frente aos 800 milhões de perfis da rede em nível mundial.

No momento, o Service Marketplace tem 500 categorias de trabalhos, com planos de aumentar para 500, revela o site Tech Crunch. O serviço é gratuito para contratantes e contratados, mas isso obviamente também pode mudar.

Para decolar, a novidade também precisa agregar funcionalidades: de momento, não é possível negociar preços, mandar notas fiscais, receber pela plataforma, ou, pelo menos pelo lado do freelancer, deixar um review do contratante.

O freela também não pode pesquisar oportunidades. Ele deve esperar passivamente uma proposta.

 

O Service Marketplace é mais uma mudança no Linkedin visando se adaptar às novas realidades no mercado de trabalho, dentre as quais o trabalho freelancer é uma das principais.

O Linkedin também passou a ter novos filtros para as posições fixas, permitindo ao usuário escolher vagas que sejam totalmente remotas, em modelo presencial, ou híbridas.

As mudanças vem da Microsoft, que pagou US$ 26,2 bilhões pelo Linkedin em 2016, uma das maiores compras no setor de tecnologia em todos os tempos.

A rede social gerou uma receita de US$ 8,8 bilhões em 2020, uma alta de 20% frente a 2019, principalmente com assinaturas de planos especiais e anúncios de vagas de emprego.

No espaço de trabalho freelance, o novo serviço compete diretamente com companhias de nicho como Upwork e Fiverr. Das duas, só o Fiverr está no Brasil desde o final do ano passado.

Juntas, elas faturaram US$ 550 milhões, uma alta de 37%, cobrando fees sobre contratos de trabalho freelancer intermediado pelas suas plataformas (27% e 13%, respectivamente).

FONTE: Baguete

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